Atrapalha o sono, dá menos ressaca? 5 mitos e verdades sobre o vinho

O interesse pelos benefícios do vinho tinto começou com a observação do “French Paradox” nos anos 1980. Pesquisadores notaram que os franceses, apesar de consumirem alimentos ricos em gordura saturada, tinham taxas relativamente baixas de doenças cardíacas. O vinho tinto foi inicialmente considerado como um possível fator protetor. Não é segredo para ninguém que o consumo moderado de vinho tem sido associado a diversos benefícios para a saúde. Vários estudos foram feitos ao longo dos anos, e as notícias continuam animadoras para nós, enófilos.

A partir de então, os pesquisadores verificaram os níveis de glicose no sangue 30 e 60 minutos após a refeição. “O vinagre de maçã possui ácido acético, que pode atrasar a digestão de carboidratos simples, mas existem estratégias mais eficientes para o retardo da digestão dos carboidratos e a redução da glicemia”, afirma Thais Burca. O vinagre de maçã pode contribuir com o controle de açúcar no sangue, porém o que ele faz não é algo “milagroso” capaz de resolver a diabetes, como dito em alguns textos online. Mas quais são os reais nutrientes desse líquido e que benefícios comprovados ele pode ter à saúde?

É importante ressaltar também que os compostos antioxidantes presentes no vinho, também são encontrados em altas quantidades em muitos alimentos, como uva, suco de uva roxa, cacau e frutas vermelhas. O resveratrol, um antioxidante encontrado na casca das uvas, tem sido apontado como o principal responsável pelos supostos benefícios do vinho tinto. Esta substância é produzida naturalmente pelas plantas para se proteger contra bactérias, fungos e outras ameaças. A questão central é que todo o álcool, incluindo o vinho tinto, carrega riscos inherentes à saúde. A World Heart Federation, em posicionamento de 2022, declarou categoricamente que “nenhuma quantidade de álcool, incluindo vinho tinto, é boa para o coração” (1). Esta mudança de perspectiva reflete uma análise mais rigorosa das evidências disponíveis e questiona décadas de crenças populares.

❌Beber vinho emagrece

Este padrão de consumo tem sido associado a benefícios como a melhora da saúde cardiovascular. Isso devido aos polifenóis presentes no vinho tinto, especialmente o resveratrol, que tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Em moderação, não há grandes riscos associados à bebida, assim como acontece com outras bebidas alcoólicas. Portanto, se você gosta de apreciar um chopp de vinho, faça isso com consciência e responsabilidade, garantindo que seu organismo se beneficie mais dos momentos de prazer do que dos efeitos nocivos do excesso.

Vinho tinto e saúde: mitos e verdades sobre seus benefícios

Estudos recentes sugerem que a substância pode reduzir a resistência do corpo a medicamentos e aumentar sua efetividade. Além disso, o resveratrol pode diminuir a multiplicação de células cancerígenas por meio da regulação da partícula NF-kappaB. Na Universidade de Leicester, testes em ratos indicaram que dois copos de vinho por dia podem reduzir a incidência de tumores nos intestinos. Um dos campos mais promissores na pesquisa sobre o vinho é o da saúde cardiovascular. Uma taça diária, dentro das recomendações de moderação, pode ter efeito positivo para quem sofre de problemas circulatórios, como varizes, infarto ou derrame. A Associação Americana do Coração, por exemplo, ressalta que outros fatores como uma dieta balanceada são cruciais para a saúde cardiovascular, independentemente do consumo de vinho.

  • Esses antioxidantes ajudam a combater os radicais livres no organismo, o que pode reduzir o risco de doenças crônicas.
  • Para entender os potenciais benefícios do vinho e saúde, precisamos começar pela ciência básica.
  • Além das calorias diretas, o álcool interfere no metabolismo, priorizando sua própria queima e pausando a oxidação de gorduras, favorecendo o ganho de peso.
  • A relação entre vinho e saúde é complexa e cheia de nuances que vão muito além do famoso “paradoxo francês”.
  • Os polifenóis também melhoram a microbiota intestinal e protegem o cérebro.

Por décadas o vinho foi o queridinho da medicina, celebrado em especial por seus benefícios ao coração. Inúmeras pesquisas têm se dedicado a desvendar essa complexa relação, conectando o vinho a vantagens em áreas cruciais da saúde, incluindo os sistemas cardiovascular, nervoso e imunológico. Qual é o melhor tipo de vinho para desfrutar desses potenciais benefícios?

No entanto, a pesquisa é limitada, e os médicos precisam de mais evidências para compreender os verdadeiros efeitos do vinho tinto na saúde intestinal. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde declara que não existe quantidade segura de álcool e a Associação Americana do Coração não recomenda o consumo de bebidas alcoólicas para se obter benefícios à saúde. Além disso, os fitonutrientes presentes no vinho também são encontrados em outros alimentos, como uva, suco de uva roxa, cacau e frutas vermelhas. Apesar do vinho branco também Maxx Select conter antioxidantes, geralmente ele possui menores níveis de polifenóis em comparação ao vinho tinto. Estudos sugerem que o tinto oferece mais benefícios à saúde devido à maior concentração de compostos como o resveratrol. Entretanto, isso não significa que o vinho branco seja prejudicial; ele simplesmente não oferece os mesmos níveis de benefícios antioxidantes.

Sempre o melhor vinho é o envelhecido

O resveratrol de fato tem muitos benefícios para a saúde, mas evidências científicas recentes mostram que não apenas não há benefício cardiovascular em beber álcool, mas isso também pode aumentar o risco de problemas cardíacos. Pode ajudar a aumentar o HDL (colesterol bom), reduzir a formação de coágulos sanguíneos e diminuir a inflamação nas artérias. Porém, pessoas com problemas de saúde, como doenças cardíacas, hepáticas ou renais, gestantes, lactantes e indivíduos em tratamento médico devem consultar um profissional de saúde antes de consumir qualquer quantidade de álcool.

Para fator de comparação uma lata (350 ml) de cerveja comum tem cerca de 150 calorias, um coquetel Moscow Mule tem 153 calorias e a gin tônica, cerca de 193 calorias. Comecei minha carreira na área da gastronomia, escrevendo para importantes mídias, como Editora Abril e UOL. Depois de 10 anos nesse ramo, resolvi me aventurar no mundo dos vinhos e me formei sommelière pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP), com pós-graduação em enologia. Trabalhei por dois anos no enoturismo da Guaspari e hoje escrevo compartilhando minha paixão pela bebida. Consumir moderadamente vinho pode contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico por seus compostos antioxidantes. O vinho, assim como outra bebida alcoólica, funciona deprimindo o sistema nervoso central, gerando uma sedação que pode levar ao sono mais rapidamente.

Estudos sugerem que compostos presentes em uvas escuras (como o ácido elágico e o piceatannol) podem ajudar a retardar o crescimento de células de gordura no fígado. No entanto, o vinho contém calorias e deve ser consumido com moderação dentro de uma dieta equilibrada para não ter o efeito contrário. O tinto se destaca em relação aos benefícios cardiovasculares e à presença de antioxidantes potentes, enquanto o branco é uma opção mais leve e com benefícios específicos. O mais importante é apreciar com moderação e escolher aquele que melhor combina com seu paladar e estilo de vida. “Outro fator importante é que os polifenóis reduzem a possibilidade de o colesterol LDL [considerado ruim] ser oxidado, e, portanto, evita a aterosclerose”, completa.

Benefícios do Resveratrol comprovados por estudos

Pessoas que estejam em tratamento ou recuperação do alcoolismo ou que possuem dificuldades de controlar a quantidade de consumo de bebidas alcoólicas, não devem consumir o vinho. É importante ressaltar que os estudos científicos ainda não conseguiram comprovar se o vinho está diretamente relacionado com os benefícios à saúde. O vinho é uma bebida que poderia promover alguns benefícios para a saúde, como diminuir o risco de problemas cardiovasculares, aumentar a longevidade e manter a saúde da flora intestinal. Cleveland Clinic complementa que o álcool pode interferir com medicamentos e piorar condições existentes como diabetes e doenças hepáticas (4). O problema fundamental é que todos os estudos sobre vinho tinto e saúde cardíaca são observacionais.

Alguns estudos sugerem que ele pode ajudar a aumentar a queima de gordura e melhorar a função metabólica, o que pode ser benéfico para quem busca perder peso ou manter um estilo de vida saudável. Existem algumas verdades que você precisa saber sobre o Resveratrol que são fundamentais para entender sua eficácia. Primeiro, o Resveratrol é um antioxidante natural encontrado em diversas plantas, especialmente em uvas e amoras. Esses antioxidantes ajudam a combater os radicais livres no organismo, o que pode reduzir o risco de doenças crônicas. Muitos mitos populares sobre o Resveratrol podem causar confusão em relação aos seus reais benefícios. Um dos maiores mitos é que o Resveratrol é uma cura milagrosa para doenças, como doenças cardíacas ou até mesmo o câncer.